Melancolia e (im)permanência: fundamentos para uma teoria freudiana do suicídio

Marcos Vinicius Brunhari

Resumen

Neste artigo teórico temos como objetivo o apuramento do caráter paradigmático do conceito freudiano de melancolia em relação ao suicídio. Iniciaremos este trajeto recorrendo aos primeiros escritos de Freud e procuraremos circunscrever a relevância de uma perda peculiar na melancolia (1895/1996). Seguiremos pelos trabalhos dedicados à metapsicologia em que o tema da melancolia (1917 [1915]/1996) é articulado ao suicídio por meio da proposição de que o eu apenas se mata desde que identificado ao objeto perdido. A partir deste respaldo, será possível questionar a passagem ao ato suicida como o extremo da recusa ao efêmero. Sendo o inconsciente incapaz de executar o ato de se matar, a recusa coloca em evidência um rechaço do inconsciente. Sustentaremos, a partir do ensino de Lacan (1962-63/2005) que a passagem ao ato suicida se estrutura como um rechaço que tem no triunfo do objeto a um momento no qual o sujeito é suprimido e identificado ao que é irredutível ao significante.

Palabras clave

Melancolia; Suicídio; Psicanálise; Freud

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